sábado, 5 de outubro de 2024

SOB AS FOLHAS DE ARARUTA

Ao concluir, eu reflito sobre minha experiência de criança, quando eu ia a um riacho próximo de nossa casa para trazer água para minha mãe. Eu bebia a água diretamente do riacho. Brincando em volta das folhas de araruta, eu tentava em vão pegar cordões de ovos de sapo, acreditando que fossem colares. Mas toda vez que eu colocava meu dedo por baixo deles, eles quebravam. Depois, eu vi milhares de girinos: pretos, energéticos e serpenteando nas claras águas contra o fundo areia marrom. Este é o mundo eu herdei de meus pais. Hoje, quase 50 anos depois, o riacho está seco, as mulheres caminham longas distâncias à busca da água, que nem sempre é limpa, e as crianças nunca saberão o que elas perderam. O desafio é restaurar o lar dos girinos e devolver às nossas crianças o mundo de beleza e esplendor (ORIGINAL).